quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Segunda temporada de Californication

OBS: contém spoilers da temporada passada.

O melhor seriado de 2007 volta com tudo esse ano. Hank Moody continua bêbado, pornográfico e sem censura, graças ao Diabo. O maior barato de Californication, na minha humilde opinião, é que por mais putaria e sacanagem que tenha (o que é extremamente legal) a história não deixa de ser um romance. Após o final de cinderela da primeira temporada, contrabalanceando cerca de 99% da série, Hank e Karen estão juntos, formando novamente uma família com Becca. A questão agora é até quando isso vai durar, já que Los Angeles continua uma cidade pecaminosa, muito pecaminosa por sinal.


Tudo segue nos conformes, a atuação de David Duchovny continua impecável, tal como o resto do elenco (a pequena Madeleine Martin continua o destaque), os diálogos ácidos, incisivos e muito bem bolados, a trilha sonora continua poderosa e perfeita para o momento que se passa em cena.

Mas o ponto mais forte é a continuação da história, tanto para Hank e Karen como para o resto dos personagens. O drama, a carga emotiva do seriado é muito grande, mesmo que o humor predomine. Vai durar o conto de fadas entre eles dois ou tudo irá desmoronar pela segunda vez? E Becca, que conseguiu ver sua família junta de novo, quais serão suas reações diante desse fato cujo qual não esperava? Pra quem gostou, é simplesmente obrigatório conferir a nova temporada. Pra quem ainda não viu, deixe de frescura e vá atrás.

Só pra ilustrar a idéia e a leitura que faço da série (tendenciosa sim, mas é minha e não mudo) um pequeno trecho do segundo episódio:

“ Pensei em te dar alguma coisa pra... Pôr no seu livro. Nós dirigimos até aqui para arrumar uma merda melhor. Eu ia ser um guitar hero, ela ia desenhar minhas roupas de palco. Eu terminei produzindo, ela terminou sozinha. Todo o tempo ela queria a casa. Eu queria a liberdade. Certo pra caralho. Agora eu bebo o que eu quero, cheiro o que eu quero, transo com o que quero.
E só o que eu quero é ela.”

Simplesmente genial.

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Meme - Trilha sonora da sua vida

A idéia do Meme passado pela Kamila é pegar a lista de músicas que está em seu Winamp, iPod, MP4, sejá lá o que for, e tocar randomicamente para ver o que dá, sem alterar ou pular ou mexer na seqüência delas. Faltaram apenas duas músicas no Youtube, mas a grande maioria é só clicar no link e conferir.

Sempre tive uma teoria que o shuffle do meu Winamp mais atrapalha que ajuda em certos momentos, que certas músicas sempre tocam na hora certa, ou melhor, na hora errada. Porém, nessa lista ele não me sabotou muito, no fim ficou melhor do que eu imaginava. Regras claras e respeitadas a ponta de facão, vamos para o resultado da brincadeira:


Créditos Iniciais: Macy Gray – Sweet Baby
Acordando: Jeff Buckley - Hallelujah
Primeiro dia de aula: Rolling Stones – Take it or leave it
Se apaixonando: Cat Power – Metal Heart
Música da briga: Gotan Project – El capitalismo foraneo
Terminando tudo: Wolfmother - Vagabond
Aproveitando a vida: Arthur de Faria e Seu Conjunto – Uma vida só
Formatura: Bajofondo – Slippery Sidewalks (con Nelly Furtado)
Caindo aos pedaços: Paula Morelenbaum – Love is here to stay
Dirigindo: Devotchka – La Llorona
Flashback: The Arcade Fire – Neighborhood #1 (Tunnels)
Reatando o namoro: Snow Patrol – In my arms
Casamento: Columbia - Driftwood
Às vésperas da guerra: Pixies – Wave of Mutilation
Batalha final: Feist – So Sorry
Momento de triunfo: Keane – Crystal Ball
Cena da morte: The Killers – Read my Mind
Créditos finais: Travis - Sing


Agora repasso o Meme para:
Cecília, do Cenas de Cinema
Guilherme, do Pensamentos Randômicos
Ronald, do Dementia 13
Germano, do ADHD Controlado
André, do Porão do Salvador
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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Encontros e Desencontros

Lost in Translation, Sofia Coppola, 102 min., 2003


Bob é um veterano ator em decadência, que aceita um contrato de propaganda de uísque no Japão para tirar uns trocos a mais. Charlotte, uma belíssima jovem que recém casou com um fotógrafo, também está em Tóquio, mas acompanhando o marido. É nesse país, nessa cidade que ambos se encontram e começam a viver uma peculiar história de amor, resultado do segundo filme de Sofia Coppola, Encontros e Desencontros. Esclareço que esse texto é uma mistura de desabafo com crítica cinematográfica, fica aqui claro o aviso.

É até um pouco engraçado pensar que pessoas para se encontrarem, necessitem de um pouco de solidão. Bob, um Bill Murray inspiradíssimo e que perdeu o Oscar injustamente, vai ao Japão em busca de um dinheiro a mais mesmo, pois já não emplaca mais sucessos como antigamente. Mesmo do outro lado do mundo fala diariamente com a mulher e os filhos, fala com aquela tristeza na voz, com aquele olhar de que as coisas não são mais como eram. Também é engraçado ver como ele reage num lugar muito diferente, ele fica perdido na cosmopolita Tóquio como um sutiã em lua de mel. Suas ações e reações rendem ótimos momentos e ótimas risadas, como na sessão de fotos da propaganda.

Do outro lado tem a desumanamente linda Scarlett Johansson como Charlotte, que “aproveita” a sua lua de mel. O maridão ta pouco se lixando pra ela e se importa mais com seu trabalho, deixando a moça sozinha quase todo o tempo. Tal como Bob, ela sente que algo mudou, que não tomou a decisão certa, isso fica claro quando ela tenta desabafar com uma amiga pelo telefone, e com a ajuda da indiferença dessa amiga, caí aos prantos. Tudo é nesse clima meio melancólico, até que ela e Bob se conhecem.

Amor... quem sabe um dia a humanidade entenda o que realmente significa esse sentimento e toda a gama de conseqüências que ele causa. Eu prefiro acreditar que ele simplesmente acontece. Pode acontecer de um olhar, de um toque, de um beijo, de uma foda casual, mas o amor também pode acontecer do respeito, do convívio, do carinho e da admiração pela pessoa amada. Independente da forma como, ele simplesmente acontece e não há nada que possamos fazer. Pode ser por aquela pessoa que você viu nos seus sonhos, pela aquela que você viu na parada de ônibus ou na mesa de um café pela cidade, por aquela que passa por você despercebida todo dia, por aquela com quem você convive diariamente contigo. Amor também é simplesmente querer estar perto de alguém, seja do jeito que for. Ultimamente eu estou concordando com o amigo Steve Tyler: amor é uma doce miséria.

Eu gosto de traçar um paralelo de Encontros e Desencontros com o filme Closer. O filme de Nichols é basicamente sobre sexo, mas sem uma cena de tal, assim como o filme da Sofia é basicamente sobre amor, mas isso está implícito ou demonstrado de forma mais, como posso dizer... suave. Para embasar minha correlação, tem a cena do karaokê (uma belissimamente mal cantada More than this), a cena onde o Bob pega no pezinho da Charlotte e nada mais, além do fenomenal desfecho. Importante falar da mão da Sofia pra qualidade do filme, muito legal sua visão da iluminada Tóquio, com longos e abertos takes com a cidade e suas paisagens, ora calma e natural como no casamento no parque, ora agitada e barulhenta como no fliperama (alias isso contribui em muito para a vontade de viajar que me dá toda vez que assisto ao filme).

Se a pessoa que imagino ler isso aqui um dia, o que eu quero realmente dizer é que não deixarei que nada fique entre a gente, não vou desistir. Tudo bem que as coisas não ocorreram como deviam nesse momento, eu entendo até e estou de certa forma conformado de como as coisas estão agora, mas sei que um dia tudo ficará bem. E nesse dia eu estarei aqui, independente do rumo que nossas vidas tomarem, eu estarei aqui por inteiro e sem mudar nada do que sinto por ti, estarei te esperando com um amor incondicional e você sabe disso. Aquelas três palavras que giram como um tornado na minha mente hão de serem respondidas um dia. Assim espero.
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Meme

Para oficializar a volta do blog, irei postar o meme que a querida amiga e blogueira Kamila me passou: listar dez atrizes que fazem a sua cabeça, seja pela atuação ou pela beleza física. Não consegui ranquear elas, ainda mais vendo as fotos, mas está aí o top 10. Vamos lá então:

Monica Bellucci
Por motivos óbvios em: qualquer filme

Summer Glau
De tirar o fôlego em: Terminator: The Sarah Connor Chronicles

Scarlett Johansson
Um sonho em: Encontros e Desencontros
Eva Mendes
Mata o véio em: Hitch
Claudia Cardinale
Extremamente sexy em: Era Uma Vez no Oeste
Jennifer Morrison
Simplemente linda em: House MD

Natalie Portman
Extremamente apaixonante em: Closer
Anne Hathaway:
Desumana em: O Diabo veste Prada

Kate Beckinsale
Simplesmente... em: Van Helsing
Katherine Heigl
A loira mais linda do mundo em: Greys Anatomy
Agora repasso o meme para:
Guilherme, do Pensamentos Randômicos
Germano, do ADHD Controlado
André, do Porão do Salvador
Pedro, do Tudo é Crítica

105 Anos



É uma honra ser seu torcedor. Estaremos contigo para o que der e vier.
Parabéns Grêmio Foot-ball Porto Alegrense pelos 105 anos de lutas, batalhas e conquistas!