quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Top 5 John Carpenter


Halloween - A Noite do Terror

(Halloween, 1978)
Clássico, a gênese de Michael Myers. Depois que vieram trocentas continuações e o negócio degringolou. Mas este continua intacto e assustador.

Eles Vivem
(They Live, 1988)
Um cara descobre, através de um óculos especial, que alienígenas estão infiltrados e controlando a humanidade. Destaque para a sequência onde o personagem descobre tudo.

Príncipe da Escuridão
(Prince of Darkness, 1987)
O melhor filme apocalíptico do diretor. Cientistas são chamados pela igreja para estudar um cilindro que prende algo sobrenatural. Bastante tenso, o diálogo entre ciência e religião é mostrado de uma forma interessante e bem verossímel.

O Enigma de Outro Mundo
(The Thing, 1982)
Junto com Alien, o melhor terror alienígena que existe. Uma isolada base na Antártida descobre um vírus e precisam lidar com isso antes que este se alastre. Ressuscitou e deu bastante moral para um gênero esquecido e estigmatizados à filmes B.

Fuga de Nova York
(Escape from New York, 1981)
"Call me Snake". Personagem fez história , serviu até de inspiração para uma grande franquia de games. Nova York virou uma gigante penitenciária nos Estados Unidos. Mas quando o avião presidencial cai em Manhattan, eles chamam Snake Plissken para o resgate. Ação de uma maneira que só Carpenter sabe fazer.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Especial Libertadores


Seguindo com o especial, o jogo dessa vez é a final da 'La Taça' de 1995, com o memorável esquadrão do general Luís Felipe Scolari. Praticamente toda Colômbia dentro do estádio, incluindo o presidente e diabo-a-quatro. Mas lá estava o Grêmio, com toda sua garra e imortalidade, contra tudo e contra todos novamente...

por Pedro Henrique*
Atlético Nacional X Grêmio
30 de agosto de 1995, Medellin, Colômbia

Como tudo na vida, a trajetória do Grêmio na Libertadores de 1995 não foi nada fácil. O tricolor gaúcho que nunca foi time de contratações exorbitantes, começou e terminou o campeonato com um time modesto e discreto, porém qualificado e, claro, absurdamente bem treinado. A disputa da Libertadores sempre comoveu e motivou a torcida mais apaixonada do Brasil, mas essa, em especial, teve um ingrediente a mais.

Antes de mais nada, seria impossível não lembrar da semifinal. Grêmio e Palmeiras fizeram história em dois confrontos memoráveis. No primeiro, no glorioso e monumental Estádio Olímpico, 5 x 0 para o tricolor, que foi dominante na defesa e eficiente no ataque. No jogo de volta, em São Paulo, relaxado, o Grêmio deixou o Palmeiras marcar os mesmos 5 e devolver a goleada. Mas teve uma diferença crucial: o Grêmio fez um gol. Este gol pincelaria a campanha do tricolor copeiro e colocá-lo-ia na grande e empolgante final que estava por vir. Como ao longo do torneio o Grêmio foi mostrando sua força e, empurrado pela força maciça de sua magnífica torcida, garantiu a empolgação e a determinação – além, é claro, da garra tradicional -, não poderia ser diferente na grande final. O último suspiro. Gran finale. Morte súbita. E foi assim, com um time correto, sem estrelas, mas com jogadores conscientes que o Grêmio encarou essa decisão, que com certeza nenhum torcedor tricolor deixará de lembrar.

Contrapondo o ocorrido em 1983, o primeiro embate foi realizado dentro de casa. Aliás, casa cheia e contagiada pela esperança que emanava em cada olhar de que o bicampeonato estaria por vir. A torcida queria, precisava daquele título. Os jogadores em campo, contagiados pela energia em candura que transbordava das arquibancadas, demonstravam, mesmo antes da bola começar a rolar, o espírito copeiro e aguerrido, indispensáveis para quem se atreve a vestir o manto tricolor.


No primeiro jogo, com Olímpico lotado e esfuziante, 3 x 1 para o Grêmio. O adversário, o técnico e ágil time do Atlético Nacional (Colômbia), era eficiente no ataque e muito veloz, com dois bons atacantes (Aristizábal e Angel), mas a defesa do tricolor gaúcho, abastecida por dois monstros (Rivarola e Adílson), sucumbiu toda e qualquer tentativa de avanço do time colombiano. O placar vocês já sabem. Marulanda, zagueiro grosso do adversário marcou contra, aos 36. Jardel, aos 43 e Paulo Nunes, aos 10 da segunda etapa, marcaram para o futuro bicampeão da América. Quando o relógio do árbitro Alfredo Rodas marcava 27 minutos, Angel descontou. O resultado, porém, era satisfatório para o Grêmio. Até uma derrota pelo escore mínimo garantiria o título para o tricolor copeiro.

No dia 30 de agosto de 1995, o jogo de volta. O Nacional, empurrado por mais de 50 mil fanáticos iludidos, ao natural, pressionou. Tanta pressão obteve resultado. Logo aos 12 minutos iniciais, o habilidoso Aristizábal abriu o placar. A partir daí, a pressão só aumentou e o Nacional dominou o jogo. Enquanto isso, o torcedor tricolor mastigava unhas, bufava feito louco e ansiava por uma reação dos jogadores dentro de campo. Nada. O Nacional, que trocava passes longos e apoiava com rapidez pelos flancos, pressionou sem parar. E foi assim até o final da primeira etapa. Alívio. O primeiro tempo tinha acabado. Nos vestiários, imagina-se a bronca que os atletas devem ter levado do maior treinador do planeta. Felipão, conhecedor astuto da linguagem futebolística, ao retornar do vestiário, na beira do gramado, urrou: “Temos que fazer um”. Que assim seja.

Como não poderia deixar de ser, o time da casa atacou, atacou e atacou. Assim mesmo, dominante. Bastante superior em avanços pelas laterais. Perdia feio, no entanto, no coração. Aliás, o Grêmio, naquele jogo, levou ao pé da letra o jargão que dizia “vamos botar o coração na ponta da chuteira”. Além disso, o time do Nacional cansou. Isso ficou explícito aos 37 minutos da etapa final, quando o zagueiro do Nacional, perdendo na velocidade para o 12º homem do tricolor, Alexandre, viu-se obrigado a empurrá-lo. Méritos para o melhor preparador físico do mundo da bola, Paulo Paixão. Pênalti. Penal. Penalidade máxima. A bola na marca. Higuita no centro do gol. Dinho posicionado. Sai da frente...

39 minutos: GOL. Dinho. Uma porrada no meio do arco concretiza e torna realidade o sonho do bi. 1 x 1. O Nacional teria que marcar dois para levar a decisão para os pênaltis. Mas o Grêmio estava disposto a sair da Colômbia dono da América. A partir daí, controlou o jogo e segurou os ataques descontrolados do Nacional. Quando soou o apito final, houve a invasão de campo tradicional a que um campeão tem direito. O Grêmio era bicampeão da América. Naquele ano, para delírio da torcida tricolor, o continente foi azul, preto e branco.

*Pedro Henrique, editor do Tudo É Crítica e companheiro no Cinefilia, ama cinema e o Grêmio.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Kojima revela filmes que influenciaram Metal Gear Solid

Quem conhece o mundo dos games sabe que, se existe um jogo cinematográfico, este é o Metal Gear Solid. Sabe-se também que o criador Hideo Kojima sempre foi muito fã de cinema e já tinha dado várias entrevistas afirmando que tinha se inspirado em muitos filmes para construir seu jogo. Acontece que no recentemente no Japão, uma rede de locadoras está com uma promoção que destaca 15 filmes que teriam inspirado e influenciado a série, listados pelo próprio Kojima.

Alguns já eram conhecidos, de tão óbvias referências. Um personagem marcante, Sniper Wolf, foi tirada da menina vietnamita de Nascido para Matar. Outro chega a ser uma citação: o personagem Hal Emmerich (Otacon) tem esse nome para homenagear 2001: Uma Odisséia no Espaço, o que não é novidade. Essa ficou por conta da bandana usada pelo protagonista. Sempre se achou que era por causa do Rambo, mas na verdade era por causa do filme de Michael Cimino, O Franco Atirador.

A camuflagem stealth, famoso modo invisível, presente em quase toda série, foi uma clara referência a Predador. Já em MGS4: Guns of the Patriots, o movimento da câmera em Filhos da Esperança e o ambiente do oriente médio em Falcão Negro em Perigo foram as inspirações. Mesmo assim, Kojima fez questão de ressaltar que a principal fonte foi o agente James Bond, principalmente os filmes com Sean Connory.

Mas o que estranho foi que grande obras das quais Kojima visivelmente sugou ficaram de fora da lista. Solid Snake é Snake Plissken escarrado, herói de Fuga de Nova York. O Metal Gear Rex, robô do jogo para PSX é muito semelhante ao ED-209 do Robocop. A abertura de Rambo II foi praticamente reencenada na abertura de MGS3: Snake Eater. O Exterminador do Futuro certamente influenciou a temática futurista. O motivo por não constarem na lista não se sabe, mas não poderia se falar de filmes e Metal Gear sem esses, queira Kojima ou não.

De qualquer forma, ficou muito boa a lista, grandes clássicos e filmes de ação. Grandes filmes que inspiraram simplesmente o melhor jogo de todos os tempos. Abaixo as capas e os respectivos nomes.


































































*não fazem parte da lista divulgada

Fogo Contra Fogo (1995)
Os Canhões de Navarone (1961)
Predador (1985)
Filhos da Esperança (2006)
Nascido para Matar (1987)
Fugindo do Inferno (1963)
Falcão Negro em Perigo (2001)
A Identidade Bourne (2002)
Duro de Matar (1988)
O Franco-Atirador (1978)
Despertar dos Mortos (1978)
007 - Cassino Royale (2006)
Planeta dos Macacos (1968)
2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)
007 Contra Goldfinger (1964)
*Fuga de Nova York (1981)
*Rambo II (1985)
*Exterminador do Futuro (1984)
*Robocop (1987)
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Blog de Ouro e Oscar 2009



Neste domingo dia 25, foram eleitos os melhores de 2009 segundo a Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos . O grande vencedor foi Sangue Negro, que levou cinco prêmios, incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor ator. Com quatro premiações ficou Batman - O Cavaleiro das Trevas. Já Wall-E e Desejo e Reparação ficaram com dois prêmios cada um. Mais uma ótima premiação, extremamente organizada e competente. Clique aqui para ver todas as categorias e seus respectivos vencedores.



Daqui aproximadamente um mês, todos iremos conhecer os vencedores do Oscar 2009. Mas antes disso, mesmo sem ter conferido a maioria dos indicados, quero dar meus palpites furados pelo menos nas principais categorias. Ei-os:

Melhor Filme: Sei que o auê tá grande em cima de Slumdog Milionaire, mas ainda acho que esse ano a academia vai querer premiar Fincher de uma forma geral, incluindo o prêmio da noite para O Curioso Caso de Benjamin Button. Ainda assim, quem deveria estar aqui era Wall-E.

Melhor Diretor: David Fincher, pelo motivo anterior.

Melhor Ator: Se houver justiça, Mickey Rourke leva pra casa. O cara sempre foi um baita ator e literalmente ressucitou no filme do Aronofsky. Sean Penn deve estar ótimo em Milk (que irei conferir ainda em janeiro), mas o velho lutador deve levar. Tomara.

Melhor Atriz: A briga Anne Hathaway x Meryl Strip x Kate Winslet promete ser muito interessante. Por intuição, aposto na Kate.

Melhor Roteiro Adaptado: Mais uma briga entre Slumdog e Benjamin. Para dar uma balançeada, esse vai para o filme do Boyle.

No resto, Heath Ledger leva como ator coadjuvante (a maior baba da década) e Wall-E leva melhor animação e algumas categorias técnicas para compensar a estupidez de ter ficado de fora de melhor filme. Dia 22 de fevereiro iremos ver no que dá.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O Enigma de Outro Mundo


Review sobre um dos melhores filmes de John Carpenter, postado no Cinefilia. Clique aqui para redirecionar e ler a crítica.