domingo, 26 de outubro de 2008

Memes e Dardos


Recebi do amigo cangaceiro João Paulo a indicação no Prêmio Dardos. A moral do prêmio é citar blogs que freqüentamos diariamente. Eu às vezes fico dias sem postar e dar minhas andadas na blogsfera, devido a vários motivos (normalmente faculdade), mas quando o faço tem blogs que sempre visito. Considerem-se indicados por este que vos fala:

Hollywoodiano (Otávio), Cinéfila por Natureza (Kamila), Museu do Cinema (Cassiano), Blog do Vinícius (Vinícius), Pensamentos Randômicos (Guilherme), Tudo é Crítica (Pedro), Porão do Salvador (André), Dementia 13 (Ronald), Cine JP (João), Vício Auditivo (E. e Fábio) e ADHD Controlado (Germano).

Recebi um Meme da Cecília que pede para ranquiar os 10 melhores vilões, cinema ou tevê, de todos os tempos. Está aí minha lista pessoal:

Jack Nicholson em O Iluminado

William B. Davis em Arquivo-X

Ji Tae Yu em Old Boy

Jason em Sexta-Feira 13

Tadabobu Asano em Ichi, O Assassino

Anthony Hopkins em O Silêncio dos Inocentes

Hal 9000 em 2001: Uma Odisséia no Espaço

Henry Fonda em Era Uma Vez no Oeste

Michael Madsen em Cães de Aluguel

Robert De Niro em Os Intocáveis
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sábado, 18 de outubro de 2008

Trovão Tropical


Fui ao cinema esperando um filme bem bagaceira, cheio de piadas idiotas e paródias mal feitas. Porém esse filme me surpreendeu. Não é só bom, como é excelente.

Tudo está ali, os cliches de guerra, a referência aos clássicos, a trilha sonora batida. Mas quando digo isto não me refiro a uma cena com "Cheiro de Napalm" e Cavalgada das Valquírias, eles foram além, fizeram piada da megalomania de Coppola, do sentimentalismo do Oliver Stone e dos efeitos de Spielberg. Ainda estão ali Comando para Matar, Rambo, e vários outros filmes de guerra, com alusões ora inteligentes, ora escrachadas.

Um filme pra quem tem bagagem. A metalinguagem de um filme sobre um filme é muito bem trabalhada, e explorada em seus mais divesos aspectos, desde a vida dos atores até a ira de um produtor megalomaníaco e seu diretor meia-boca.

Ben Stiller me surpreendeu na direção, muitas vezes os cortes são secos demais e muito abruptos, e não há nada de inovador no que ele fez, mas todos os planos e enquadramentos clássicos estão ali. No geral ele foi bem. Downey Jr. está muito bem também, e o Jack Black é o ponto fraco do filme, as piadas mais idiotas são com ele, poderiam tê-lo usado melhor.

Enfim, é divertido e engraçado, e de maneira surpreendente, não é só isso, tem um que de reflexão e exige um mínimo de bagagem do espectador.

Por Luciano Evangelista
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terça-feira, 14 de outubro de 2008

The Sopranos


Tive que esperar a Warner trazer pro Brasil a tão falada série de máfia para poder conferir. Só tenho um breve comentário a fazer sobre tal:
MUITO FODA!
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Meme - 10 cenas marcantes

O amigo Guilherme me mandou esse Meme, de postar as 10 cenas mais marcantes que você já viu no cinema. Postar apenas 10 é difícil, mas aqui vai minha lista:


Cena do batismo em "O Poderoso Chefão"
Clássica cena do melhor filme de todos os tempos, não é preciso mais explicações.

Seqüência final de "Réquiem Para Um Sonho"
O ápice do filme em 3 minutos, onde todos os sonhos viram pesadelos. Impossível ficar indiferente a essa cena, não duvido que cause até náusea em alguém.

Karaokê em "Encontros e Desencontros"
Bill Murray cantando "More than this" para a lindíssima Scarlett Johansson. Vou parar por aqui porque não quero escrever outro texto sobre amor.

Último sonho em "Akira Kurosawa Dreams"
A utopia, um dos momentos mais belos de toda história do cinema. Uma cena que faz juz a alcunha de Imperador do cinema.

Tiroteio de "Fogo contra Fogo"
A melhor cena de tiroteio que existe, primeiro: porque é nada mais nada menos que um confronto entre Al Pacino e Robert De Niro; segundo: sem trilha, o único barulho é o dos tiros e da gritaria; terceiro: praticamente em tempo real e sem a cafonice de câmera lenta atrapalhando; e quarto: porque Michael Mann manja de ação, e muito.

Diálogo entre Hannibal e Clarice em "O Silêncio dos Inocentes"
A conversa onde Clarice conta para Hannibal que tentou salvar um carneiro quando era jovem. Um dos entrosamentos que mais deram resultado, tanto que levaram os 5 principais Oscar's.

A seqüência do triciclo em "O Iluminado"
Danny correndo de triciclo pelo Hotel Overlook até aparecerem duas gêmeas. Detalhe pro som, pro enquadramento, pra tudo, muito apavorante. Uma pequena amostra do perfeccionismo que consagrou Stanley Kubrick.

Cantoria no ônibus em "Quase Famosos"
"Blue jean baby, L.A lady / Seamstress for the band / Pretty eyed, pirate smile / You married the music man / Ballerina, you must've seen her dancing in the sand / And now she's in me, always with me / Tiny dancer in my hand"

Tortura em "Imprint"
O primeiro contato com o cinema de Takashi Miike e já tomei um soco no estômago de primeira. Confesso que foi amor à primeira vista com a insanidade genial desse japônes demente.

O tango em "Perfume de Mulher"
Ao som de "Por una cabeza", Al Pacino justifica o Oscar de melhor ator em 1992 (que deveria ter ganhado muito antes, só pra que conste). E a Gabrielle Anwar, belíssima, dá o toque final para que a cena virasse um clássico por si só.


Talvez os seguintes já tenham postado algo similar, mas mesmo assim passo a bola para:

Kamila, do Cinéfila Por Natureza
Cassiano, do Museu do Cinema
Otávio, do Hollywoodiano


Começa uma nova era futebolística na blogsfera...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Elephants... Teeth Sink Into Heart


Links para Download:
Parte 1: http://sharebee.com/f2c869fa
Parte 2: http://sharebee.com/0b053059

Uma tarde nublada e fria numa casa em cima de uma montanha, longe de qualquer rastro de humanidade, acompanhado apenas por garrafas de vinhos, além de um violão e um piano, e ouvindo o som do estalar das madeiras que incendeiam na lareira entre uma música e outra. Esse seria o clima perfeito para se ouvir o novo cd da bela cantora-escritora Rachael Yamagata, Elephants... Teeth Sink Into Heart, 4 anos após sua excelente estréia com o álbum Happenstance.

Eu conheci o som dessa moça ainda esse ano, confesso que ouvi exaustivamente o Happenstance, e ainda o faço. Tem algumas músicas mais usuais, como Worn me down, mas o diferencial dela está nas mais tristes, naquelas músicas viscerais que acertam o ouvinte como um trem desenfreado, vide The Reason Why e Quiet. Seu novo álbum, ela dividiu em dois momentos: o primeiro cd, Elephants, estão as músicas depressivas, escuras e pesadas; e no segundo, Teeth..., as mais agitadas, mais rock mesmo. Segundo a própria autora, "Elephants é muito mais íntimo" e ainda completa: "Este é sobre estar disposto a correr o risco mesmo que tudo não acabe bem. Já Teeth é como recuperar sua espinha dorsal depois que você passou pela perda."

E como não falar especialmente da Elephant, carro-chefe do trabalho. Essa sim, dependendo do estado de espírito é melhor nem ouvir. Porém, é tão triste quanto bela. Diz Rachael que escreveu ela numa caminhada em seu refúgio em Woodstock. Tal como a melodia, um lento piano dando um ritmo melancólico, a letra é poderosa também: "And how dare that you send me that card / When I am doing all that I can do / You are forcing me to remember / When all I want is just forget you." Outro destaques são Sunday Afternoon e Duet, essa última ela canta junto com Ray LeMontagne, mas todas são muito boas. Com certeza é um dos melhores álbuns do ano.

Ouvir essa linda cantora não é uma tarefa fácil, ainda mais dependendo do seu clima, do seu humor, das coisas que estão acontecendo na sua vida e, principalmente, no que acontece no seu coração. Melancolicamente belíssimo, é a única definição que me vem na cabeça para esse cd no momento. Seria uma trilha sonora ideal para um drama, ou melhor ainda, trilha para um romance que não deu certo.
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Segunda temporada de Californication

OBS: contém spoilers da temporada passada.

O melhor seriado de 2007 volta com tudo esse ano. Hank Moody continua bêbado, pornográfico e sem censura, graças ao Diabo. O maior barato de Californication, na minha humilde opinião, é que por mais putaria e sacanagem que tenha (o que é extremamente legal) a história não deixa de ser um romance. Após o final de cinderela da primeira temporada, contrabalanceando cerca de 99% da série, Hank e Karen estão juntos, formando novamente uma família com Becca. A questão agora é até quando isso vai durar, já que Los Angeles continua uma cidade pecaminosa, muito pecaminosa por sinal.


Tudo segue nos conformes, a atuação de David Duchovny continua impecável, tal como o resto do elenco (a pequena Madeleine Martin continua o destaque), os diálogos ácidos, incisivos e muito bem bolados, a trilha sonora continua poderosa e perfeita para o momento que se passa em cena.

Mas o ponto mais forte é a continuação da história, tanto para Hank e Karen como para o resto dos personagens. O drama, a carga emotiva do seriado é muito grande, mesmo que o humor predomine. Vai durar o conto de fadas entre eles dois ou tudo irá desmoronar pela segunda vez? E Becca, que conseguiu ver sua família junta de novo, quais serão suas reações diante desse fato cujo qual não esperava? Pra quem gostou, é simplesmente obrigatório conferir a nova temporada. Pra quem ainda não viu, deixe de frescura e vá atrás.

Só pra ilustrar a idéia e a leitura que faço da série (tendenciosa sim, mas é minha e não mudo) um pequeno trecho do segundo episódio:

“ Pensei em te dar alguma coisa pra... Pôr no seu livro. Nós dirigimos até aqui para arrumar uma merda melhor. Eu ia ser um guitar hero, ela ia desenhar minhas roupas de palco. Eu terminei produzindo, ela terminou sozinha. Todo o tempo ela queria a casa. Eu queria a liberdade. Certo pra caralho. Agora eu bebo o que eu quero, cheiro o que eu quero, transo com o que quero.
E só o que eu quero é ela.”

Simplesmente genial.

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